APLV no bebê: sinais de alergia à proteína do leite e quando procurar a pediatra
Dra. Giovana Güntzel Vidigal – Pediatra | CRM-PR 47.826 | RQE 37.052
Cólica, regurgitação, choro, manchas na pele… Muitas famílias em Londrina chegam ao consultório com a mesma pergunta: será que meu bebê tem alergia à proteína do leite de vaca (APLV)? A resposta exige cuidado – nem todo desconforto é alergia, e toda alergia merece diagnóstico correto.
O que é a APLV
É uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite de vaca. É diferente da intolerância à lactose, que é rara em bebês. Pode aparecer em bebês que tomam fórmula e, com menos frequência, também em bebês amamentados, pelo leite que a mãe consome.1,4
Sinais que merecem atenção
- Vômitos frequentes, diarreia, ou sangue e muco nas fezes
- Lesões de pele, como eczema ou urticária
- Choro intenso e recusa alimentar persistentes
- Pouco ganho de peso
Inchaço nos lábios, placas pelo corpo ou falta de ar logo após o leite são sinais de urgência: procure atendimento imediatamente.
Por que não cortar o leite por conta própria
Vários desses sinais também acontecem em bebês saudáveis. No grande estudo europeu EuroPrevall, a APLV confirmada por teste foi encontrada em menos de 1% dos bebês – bem menos do que se imagina.2 As diretrizes internacionais recomendam que o diagnóstico seja feito pela pediatra, com dieta de exclusão orientada e reintrodução do leite no momento certo, para evitar restrições desnecessárias.1,3
Tem tratamento – e costuma passar
Com diagnóstico confirmado, a mãe que amamenta geralmente pode continuar amamentando, com ajuste na própria dieta quando indicado. Bebês que usam fórmula têm opções adequadas. E a boa notícia: a maioria das crianças volta a tolerar o leite com o tempo, muitas vezes nos primeiros anos de vida.1,2
Se você está com dúvida sobre os sintomas do seu bebê, a Dra. Giovana pode avaliar com calma e explicar o que está acontecendo – antes de qualquer mudança na alimentação.
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Referências
- Vandenplas Y, et al. An ESPGHAN Position Paper on the Diagnosis, Management, and Prevention of Cow’s Milk Allergy. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2024;78(2):386-413.
- Schoemaker AA, et al. Incidence and natural history of challenge-proven cow’s milk allergy in European children – EuroPrevall birth cohort. Allergy. 2015;70(8):963-972.
- Venter C, et al. Better recognition, diagnosis and management of non-IgE-mediated cow’s milk allergy in infancy: iMAP. Clin Transl Allergy. 2017;7:26.
- Solé D, et al. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 1. Sociedade Brasileira de Pediatria e ASBAI. Arq Asma Alerg Imunol. 2018;2(1):7-38.
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